Sexta-feira

Por tudo que te amo




Vejo o tempo que passa!
Passa a minha vida
e tudo fica do mesmo jeito.
Perdi a esperança
já não sou mais criança,
não quero mais esperar.
Quanto ficou para trás
e da minha vida muito mais?
Quem vai poder recuperar,
se não podemos regressar?
O que fiz, e o que tenho,
se não posso de fato contar?
Até aqui, vivi de ilusão,
ouvindo só o meu coração...
se ganhei, ou perdi?
Sinceramente não sei.
Só sei que nesse momento
é triste, eu lamento,
por tanto que te dei,
não quero mais me enganar;
penso em desistir de tentar.
As lágrimas escorrem
porque te amo demais!
Mas estou a me machucar...
Não vejo em teu olhar
nenhuma opção.
E eu vivendo na solidão,
enquanto a tua vida
transcorre normal.
Eu parei no tempo;
estar só, me faz mal!
Eu quero na verdade
ter para mim, um amor.
Quero me sentir importante,
saber que tenho companhia,
na alegria e na dor.
Por tudo que te amo,
por tudo que sonhei,
me responde amor?
Aonde posso ver esperança
pra nós dois, que não sei?

Quinta-feira

Segunda-feira

Melancolia





Eu busco uma razão, uma compreensão;




busco teus olhos, teus olhares na noite



encontro o vazio, a incerteza, a frieza...



quando desejo um olhar voltado pra mim,



um aconchego nas minhas horas, sem fim,



nos meus dias de medo e melancolia.



Dias em que me sinto apática, sem alegria.



E nesses desertos, da minha alma solitária,



quero apenas alento, quero colo e lamento,



se não me faço entender, se não sei como dizer.



Se ao longo da minha vida aprendi,



que não posso escolher como me sentir,



se não sei disfarçar e nem mentir.



Se confio no teu pronto acolhimento,



na certeza das palavras de ternura,



que já coloriram minha vida com doçura.



E que hoje, a qualquer momento,



a intolerância, foge ao meu entendimento.



Onde está aquela pessoa compreensiva,



aquele amor folhetim, que é tudo para mim?



Aonde foi parar aquele amor infinito?



Aquele, pintado com as cores do verão,



do largo sorriso e faz o meu mundo mais bonito?


Sábado

E agora?



Hoje eu sinto que aos poucos escorre das minha mãos, o que pensei ser tão meu. Foram muitos anos de ilusão e de uma espera interminável por dias melhores, que jamais aconteceram.
Vivi um tempo como se estivesse anestesiada e nem percebi quando começou a agonizar o que você dizia sentir por mim. O fato é que já não é mais o mesmo e de mim se afasta, ainda que não queira admitir.
É triste porque entrei de cabeça e ainda temendo um fim igual a todos, me entreguei, acreditando ser diferente e que teríamos um lugar ao sol, como acreditei ser a sua vontade, sem notar que pra você não era bem assim.
Vejo o tempo que passa, tudo fica como sempre. Nunca sobra para mim, o seu tempo. Qualquer coisa é desculpa pra não me ver, passar e-mails e nem me ligar. Sinto as desculpas se multiplicarem, enquanto eu amargo um vazio, uma sensação de mais uma derrota.
Me olho e me sinto a pior das criaturas. Percebo o fim desse caminho e que será mais uma desilusão a amargar. Vejo tudo que joguei para o alto em nome de um amor, que nem sabia o que de fato, eu representava pra você.
Sei que jamais vou poder retomar a vida do ponto em que a parti, mas queria o meu nada de antes e não me sentir tão só. Infelizmente, porque hoje, sou a sua última opção, quando nada mais resta fazer, nem lembrar.
Sinto nas palavras de saudade, que apenas são ditas, ou escritas, sem de fato terem o valor real. Ou elas não ficariam apenas restritas a distancia, quando existem meios e facilidades para diminuí-las.
E agora? Eu me olho e não sei como reencontrar meu caminho. Perdi-me dele quando o reencontrei e segui seus passos. Não sei como pode uma pessoa fazer isso com alguém, tão fragilizada, tão dolorida... Como acreditar nas pessoas novamente? Como seguir adiante, sem medo, sem essa dor?